Cine Doc. Terra Deu, Terra Come

Em setembro  realizamos  um  Encontro Documental na Casa do Teatro documentário.

Como parte das ações do projeto Terra de Deitados exibimos e  propusemos uma conversa com os convidados  a partir do filme  filme/documentário "Terra Deu, Terra Come" do diretor Rodrigo Siqueira.


 do projeto "Terra de Deitados" contemplado pela 26ª Edição da lei municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. abrir a Casa do Teatro Documentário na Rua Maria José,140 (Bela vista) para receb-los no sábado 12 de setembro as 20hSobre 
" Pedro de Almeida, garimpeirhttps://www.facebook.com/events/911950998878225o de 81 anos de idade, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre o cadáver já assentado na cova: “O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. Vai e não volta pra me atentar por causa disso não. Faz sua viagem em paz”.
Dessa maneira acaba o sepultamento de João Batista, após 17 horas de velório, choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo, muita cantoria com os versos dos vissungos, tradição herdada da áfrica. Descendente de escravos que trabalhavam na extração de diamantes, nas Minas Gerais do tempo do Brasil Império, Pedro é um dos últimos conhecedores dos vissungos, as cantigas em dialeto banguela cantadas durante os rituais fúnebres da região, que eram muito comuns nos séculos 18 e 19.
Garimpeiro de muita sorte, Pedro já encontrou diamantes de tesouros enterrados pelos antigos escravos, na região de Diamantina. Mas, o primeiro diamante que encontrou, há 70 anos, o tio com quem trabalhava o enterrou e morreu sem dizer onde. Depois disso, vive sempre em uma sinuca: para reencontrar o diamante só se invocar a alma de seu tio João dos Santos. “É um diamante e tanto, você precisa ver que botão de mágoa.” Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro: João Batista tinha pacto com o Diabo?; O Diabo existe?; estamos sozinhos, ou as almas também estão entre nós?; como Deus inventou a Morte?
A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto-mise-en-scène instigante. No filme, não se sabe o que é fato e o que é representação, o que é verdade e o que é um conto, documentário ou ficção, o que é cinema e o que é vida, o que é africano e o que é mineiro, brasileiro."

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA OS NÚCLEOS DE PESQUISA DA CIA. TEATRO DOCUMENTÁRIO

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA OS 4 NÚCLEOS DE PESQUISA DA CIA. TEATRO DOCUMENTÁRIO.

No atual projeto, Terra de Deitados, o convite feito aos participantes é criar um discurso estético dentro de cemitérios. O resultado da investigação dos quatro núcleos será apresentado na mostra DOCUMENTA SP.

CEMITÉRIO DA VILA MARIANA - "Jair nos disse que um terreno nesse cemitério custa em média 19mil reais"
Orientação: Marcelo Soler, Sábados das 15h às 18h - Início 29/08

CEMITÉRIO DA QUARTA PARADA - "O Bruno nos falou que nesse cemitério hoje vivem moradores de rua e repousam políticos da década de 50"
Orientação: Gustavo Curado, Sábados das 10h às 13h - Início 29/08

CEMITÉRIO DA VILA FORMOSA - "Eliane nos disse que esse cemitério é conhecido por ser o maior da América Latina, pelos mortos baleados e pelo funkeiro MC Daleste"
Orientação: Márcio Rossi, Terças das 15h às 18h - Início 25/08

CEMITÉRIO DO ARAÇA - "A própria Carol ouviu de alguém que nesse cemitério fica o Mausoléu da Polícia Militar"
Orientação: Carolina Angrisani, Quartas das 9h às 12h - Início 26/08

INSCRIÇÕES ATÉ 18 DE AGOSTO

AS INFORMAÇÕES COMPLETAS NO FLYER!!!"


TEATRO DOCUMENTÁRIO estréia TERRENOS na OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

O Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria da Cultura, a Cia. Teatro Documentário e a Oficina Cultural Oswald de Andrade
apresentam

TERRENOS

Documentário Cênico sobre A Morte na Vida da Grande Cidade


A Cia. Teatro Documentário estreia em São Paulo seu novo espetáculo, TERRENOS – Documentário Cênico sobre A Morte na Vida da Grande Cidade, a partir do dia 25 de junho de 2015, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. O espetáculo, dirigido por Marcelo Soler, leva ao palco os atores documentaristas Carolina Angrisani, Gustavo Curado, Márcio Rossi e Natália Lemos. A montagem teve apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Edital do Programa de Ação Cultural de Espetáculo Inédito e Temporada Teatral. TERRENOS – Documentário Cênico sobre A Morte na Vida da Grande Cidade estreou em Maio de 2015 em Gavião Peixoto/SP, cidade de onde partiu a família retratada no espetáculo para viver na capital São Paulo.


SOBRE O DOCUMENTÁRIO CÊNICO

O documentário cênico TERRENOS , a partir do relato de Francisca,
documentada de 98 anos, da qual partimos para contar essa história, pretende extrapolar uma história pessoal e questionar teatralmente a morte presente nas dinâmicas sociais. Além de apresentar ao grande público uma produção estética específica em teatro documentário, com uma dramaturgia inédita elaborada a partir de dados documentais (relatos de moradores do estado de São Paulo, fotografias, notícias de jornal, áudios de entrevistas jornalísticas...), pretendemos com o discurso cênico fomentar a discussão de questões urgentes na sociedade contemporânea (fluxo de pessoas, organização social do trabalho, discussão de espaços públicos).




Este espetáculo é dedicado à memória de Elaine Grava.


SINOPSE

Entre o docudrama e o documentário cênico, a encenação parte do relato de uma senhora de 98 anos, Francisca, sobre as mortes que a acompanharam na decisão por sair do interior e vir para capital. A Cia. Teatro Documentário pretende com esse trabalho trazer para os palcos paulistanos a possibilidade de denúncia por meio do discurso cênico a partir de comprovação documental.


FICHA TÉCNICA
Direção: Marcelo Soler 
| Atores Documentaristas: Carolina Angrisani, Gustavo Curado, Márcio Rossi e Natália Lemos
| Dramaturgia: Cia Teatro Documentário 
| Iluminação: Luana Gouveia |
 Sonoplastia: Diego Caldas | Cenografia: Júlia Saragoça |
 Figurino: Milton Fucci |
 Modelismo: Elisângela Rodrigues | Costura: Ateliê Elisa Dally | Visagismo: João Marcelo Basil e Caio Costa | Cenotécnico: Mateus Fiorentino | Fotografia Documentados: João Hannuch e Lucas Scalco | Design Gráfico: Gabriel Stippe |
 Fotografia De Cena: Maria Tereza Urias | Produção Executiva e
 Direção de Produção: Maria Tereza Urias 
| Assistente de Produção: Natasha Karasek | Formadores: Isabel Setti, Luis Scapi, Luzia Carion, Renan Rovida e Sandra Vargas | Provocadora Cênica: Aline Ferraz | Vídeo: Jonas Golfeto | Grupos Parceiros: Cia Antropofágica, Brava Companhia, Dolores Boca Aberta, Refinaria Teatral e Grupo Sobrevento | Atores da Carreata do Café: Alan Paes, Danielle Lopes e Laila Lima | Criação e Realização: Companhia Teatro Documentário


AGRADECIMENTOS

A  Ananza Macedo, Flávio Desgranges,  Lina Diório, Maria Júlia Kovacs, Maria Lúcia Pupo, Rimena Procópio, Zé Carlos de Andrade e aos nosso familiares.
À Lei de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo e Equipe da Unidade de Fomento ao Teatro
À Cia Antropofágica, Casa da Dona Yayá, Faculdade Paulista de Artes, Secretária de Cultura de Gavião Peixoto, Serviço Funerário de São Paulo,  e aos participantes da oficina "Processos em Teatro Documentário".


SERVIÇO
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Temporada: JUNHO - 25, 27 e 30 / JULHO – 02, 04, 07, 14, 16 e 18.
Dias: Terças, Quintas e Sábados
Horário: 20h00
Duração: 1h30
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
Classificação Indicativa: 12 anos
Contato Produção: teatrodocumentario@gmail.com